Tenho procurado falar um pouco sobre nossa experiência na Escócia no blog. Neste post quero falar por alto sobre esses quase 15 meses que estamos morando aqui no país do John Knox, do Kilt, da gaita de foles e do whisky.

Eu olhava para a Escócia e imaginava um prédio em chamas. Um país sem fé, mergulhado no materialismo, no pós-modernismo, no liberalismo e em tantos outros “ismos” que você possa imaginar. Depois desse período morando aqui e tendo convivido com pessoas, igrejas, presbitérios e entidades cristãs, minha visão mudou bastante. O prédio continua em chamas, é verdade, mas o esforço que se faz para combater o fogo e tentar recuperar o edifício tem sido grande e louvável. Esse esforço, quase que missionário da parte de poucos (na verdade minoria), levou-me a refletir muito sobre a questão da missão da igreja, principalmente hoje, no século XXI.

Observando o trabalho deste grupo de pessoas que se esforçam pela pregação bíblica neste país, analiso meu ministério anterior no Brasil e penso que existe aqui um exemplo. Na minha visão, um exemplo de missão: pastores, presbíteros e líderes em geral aproveitando oportunidades e elaborando estratégias para buscar o pecador.

Pretendo falar mais sobre isso nos próximos posts, ou seja, o que se tem feito para apagar o incêndio e recuperar a dignidade e glória da Igreja de Cristo. Em resumo diria que vivendo e trabalhando na Escócia entre 2007 e 2008, minha visão ministerial mudou consideravelmente, não quanto às questões teológicas, confessionais, doutrinárias e eclesiásticas, mas sim quanto à missão da Igreja na prática. E nesse ponto creio que há muita coisa para a igreja brasileira considerar, aprender e também estar em alerta.

Com isso espero contribuir um pouco que seja para a igreja brasileira e, para a glória de Deus, ser usado aqui onde Deus me chamou.